Acessibilidade

Sempre trabalhamos para tornar os nossos conteúdos mais acessíveis e utilizáveis. Mas escrever para acessibilidade vai além de disponibilizar textos compreensíveis. Tem a ver com a maneira como organizamos o conteúdo (textos e imagens) e orientamos todos os usuários em uma página. 


Dependendo do público e do país, como é o caso do Brasil, há leis que determinam o nível mínimo de acessibilidade necessário em um site ou em uma plataforma. Isso porque a necessidade de consumir conteúdo acessível abrange leitores de todas as capacidades físicas e mentais, seja elas situacionais (com óculos quebrados, por exemplo) ou permanentes.

Noções básicas

Nosso objetivo é tornar nossos conteúdos acessíveis a qualquer pessoa, inclusive as que usam leitores de tela, navegação por teclado com Braille. Para garantir isso, conforme escrevemos, devemos nos questionar:

  • Esta linguagem faria sentido para alguém que não trabalha aqui?
  • Alguém poderia ler rapidamente este documento e entender?
  • Se alguém não consegue ver as cores, imagens ou vídeos deste conteúdo, a mensagem ainda está clara?

Escrevemos textos simples

Nossos conteúdos precisam ser compreensíveis para uma pessoa com nível fundamental completo (no caso do Brasil, que tenha até a 9ª série), seguindo o padrão proposto pelo Web Content Accessibility Guidelines (WCAG) 2.1, de 2018. Se o conteúdo não for compreensível para uma pessoa com este nível de instrução, precisa ser reescrito ou possuir textos de apoio. 

Por isso, ao escrever, precisamos revisar o texto a fim de deixá-lo o mais simples possível. De preferência, devemos realizar testes de usabilidade com nossos usuários. 

Usamos hierarquia de informações

Ao escrevermos conteúdo para qualquer canal ou para a plataforma Conta Azul colocamos as informações mais importantes primeiro. Também colocamos tópicos semelhantes num mesmo parágrafo. E destacamos pontos importantes do conteúdo com subtítulos.

Títulos descritivos 

Usamos palavras-chave e tags que exprimem a informação que queremos passar nos títulos. Num formulário, pensamos cuidadosamente sobre quais campos são necessários e devem ser marcados como obrigatórios.

Usamos links descritivos

Os links devem fornecer informações sobre a ação ou o destino associado a eles. Tentamos evitar o "clique aqui" ou o "saiba mais" descontextualizados.

  • "Para ver mais fotos da reunião clique aqui";
  • "Clique aqui para ver fotos".

Evitamos linguagem direcional

Evite instruções direcionais, que exigem ao leitor de tela “ver” o layout da página para navegar por ela. 

  • "Selecione as opções "A" ou "B" na barra lateral direita";
  • “Selecione entre estas opções:” (com as etapas listadas após o título).

Usamos texto alternativo ou #ParaTodosVerem

O texto alternativo, também conhecido como tag alt ou alt text, é a forma mais básica de descrever uma imagem. Ele deve ser incluído em todas as imagens, exceto nas decorativas - que não ajudam a compor o sentido de um conteúdo.

Usamos legendas padrão e na sequência o #ParaTodosVerem. Isso por que as pessoas que não vêem a imagem devem obter as mesmas informações que as que vêem.

  • “Desenvolvedores da Conta Azul, usando blusas azuis com o nome “Conta Azul”, assistem a filme no lounge da empresa”;
  • “Pessoas assistem a filme” .

Se estivermos compartilhando um gráfico ou infográfico, incluimos os dados no texto alternativo para que todas as pessoas tenham acesso as informações. Também disponibilizamos legendas em todos os nossos vídeos.

O mais importante é ter em mente que em um conteúdo as imagens não devem ser o único método de comunicação, porque podem não ser carregadas ou vistas.