Para pessoas

Nesta seção, você encontra diretrizes para escrever sobre pessoas. A principal delas é que escrevemos preferencialmente na primeira pessoa do plural (nós). Além disso, independente de estarmos escrevendo para o público interno ou externo, nos preocupamos com uma abordagem inclusiva e respeitosa. 


Idade

Não fazemos referência à idade de uma pessoa, a menos que seja relevante para o que estamos escrevendo. Se for importante, incluímos essa informação entre vírgulas. 

  • “Catarina Moreira, empreendedora, de apenas 18 anos, acaba de adquirir a plataforma Conta Azul para melhorar a gestão de sua empresa”.

Não nos referimos às pessoas como "jovens", "velhos" ou "idosos". Nem chamamos grupos de pessoas de "garotos" e afins.

Deficiências físicas, mentais ou intelectuais

Enfatizamos a pessoa, e não sua(s) deficiência(s) física(s), mental(is) ou intelectual(is). Não nos referimos à deficiência de uma pessoa, a menos que seja relevante para o que estamos escrevendo. Se for importante mencionar isso, usamos uma linguagem que enfatize se tratar de uma deficiência e não de uma incapacidade de realização. 

  • "Juliana Moura, empresária, é surda. Ela diz que a leitura alternativa a ajuda a utilizar sistemas de maneira mais rápida e eficaz".

Ao escrevermos sobre uma pessoa com qualquer deficiência, não usamos as palavras “sofrer”, “vítima” ou “deficiente”. Além desses termos gerarem dúvidas sobre o tipo de deficiência da pessoa, podem soar como pejorativos. 

  • “Juliana Moura, empresária, sofre de problemas auditivos. Ela diz que a leitura alternativa a permite utilizar alguns sistemas”.

As exceções são nomenclaturas que precisam ser generalistas. 

  • “Estacionamento para deficientes”.

Condições médicas

Não nos referimos à condição médica de uma pessoa, a menos que seja relevante para o que estamos escrevendo.

Se uma referência à condição médica de uma pessoa for importante, usamos as mesmas regras que para as pessoas com deficiências físicas e/ou mentais, enfatizamos a pessoa primeiro. 

Se uma referência à condição médica de uma pessoa for importante, usamos as mesmas regras que para as pessoas com deficiências físicas e/ou mentais, enfatizamos a pessoa primeiro. 

Assim, não dizemos que uma pessoa com uma condição médica prejudicada foi "vítima de um acidente" ou que “sofre de um trauma decorrente de um acidente”. Dizemos apenas que a condição médica da pessoa “é decorrente de um acidente”. 

Gênero e sexualidade

Não nos referimos ao gênero e a sexualidade de uma pessoa, a menos que seja relevante para o que estamos escrevendo. Se for importante, perguntamos à pessoa como ela prefere ser descrita quanto aos adjetivos de gênero.

Se não houver indicação por parte da pessoa, podemos usar alguma(s) da(s) seguintes palavras como descritivas, mas nunca para tratamento:

  • Lésbica;
  • Gay;
  • Bissexual; 
  • Travesti;
  • Transsexual;
  • Transgênero.

Não usamos as seguintes palavras em referência a pessoas ou à comunidade de Lésbicas, Gays, Bissexuais, Travestis, Transsexuais e Transgêneros (LGBT):

  • Homossexual;
  • Estilo de vida;
  • Preferência sexual;
  • Escolha sexual.

Não usamos “casamento entre pessoas do mesmo sexo”, a menos que essa distinção seja relevante para o que estamos escrevendo. Evitamos, também, "casamento gay". Caso contrário, usamos apenas "casamento".

Em complemento a isso, evitamos termos de gênero, em favor de alternativas neutras, ou seja, palavras comuns de dois gêneros.

  • "Boas-vindas às pessoas da Conta Azul";
  • "Bem-vindos funcionários da ContaAzul".

Mas se for mesmo necessário utilizar termos de gênero, mantemos a forma masculina (que abrange, segundo a norma culta da língua portuguesa, os gêneros feminino e masculino). 

  • "Nossos colaboradores";
  • "Dono(a) de negócio".